- Como vocês foram parar numa foto família com o Michael Jackson?
- Ah, num evento nos EUA…
- Como num evento nos EUA??? Que tipo de evento foi esse???
- É… um evento de uns amigos nos EUA…
- Mas que evento nos EUA foi esse pro Michael Jackson estar assim em família?

::constrangimento causado por perguntas demais::

Desenrolar do diálogo com uma informante, garçonete do restaurante:

- Qual é a história dessa foto? Conta pra gente.
- Ah, os parentes da minha patroa eram donos de uma empresa de buffet nos EUA e fizeram a festa de um médico famoso, que era médico do Seu Michael também…
- Pessoal importante, né?
- É, né, pra tirar uma foto co Seu Michael Jackson…
- É…

O dia citado abaixo, que é hoje, tá lá na franja do Portão Literal.

Entrevista com a autora, apresentação do livro pelo Garoto Maravilhoso e a singela orelha que eu escrevi pro livro, a partir de dois poemas que eu escrevi pra ela, e mais alguma pitada de sazão.

Pedrinho é raio, estrela e luar.

Clica e deleita.

paraquedistas

escrever é dedicar
os dedos à marcenaria
de qualquer jardim

desatamos as mãos
e a tontura que dá
vem do alto

o cair das nuvens folhas
passarinho avião papel
picado a lua no mar

silêncio de planta, euforia
de cama elástica, alegria
de piquiniqui no parque

e tanto carinho
guardo pra você
numa luva de boxe.

::

Amanhã é um dos dias mais importantes de 2008.

E se esse livro não fosse tão bom, você poderia comprar só pela capa, que é do Magalha.

afrânio leite quente e o desenho animado ao vivo em paredes.

embreve em çampaulo.

Poesia é brinquedo de palavras. Quem foi que disse isso mermo? Não lembro, mas quando li fez total sentido pra mim.

Então, continuando a missão EXERCÍCIOS DE PUREZA, a pat transformou as duas estrofes mais quadradocirculares do poema moscas num dadinho de montar.

:: BLISS::

Subi o arquivo pra quem quiser baixar, imprimir, recortar, montar e brincar também.

moscas

hoje costume do tempo
que enjaula tudo que
não é o dia anterior

mas não precisa
mos dar essa voltato
da, só os cabelos podem
confundir a ventania

e se a cena é no elevador
nunca nos vimos é fim
de tarde de verão
digo vai chover

é certeiro que hoje palavra
de escoteiro não vamos pegar
o mesmo ônibus

estou bem feliz pois
com isso evitaremos
repetir o que fizemos
ontem

não vamos dormir não
vamos acordar não
vamos pensar por aí
que nos amamos ainda.

Que fim levou o biscoito OREO?

Gostava tanto. Nunca mais vi.

Todo biscoito em SP é bolacha. Troço feio.

Bolacha só conheço como os biscoitos de água e sal.

Felicidade é herdar da mãe todos os vinis do Fagner. É mais que isso, é poder sentar com ela e com o coroa num final de domingo na varanda e ouvir os vinis do Fagner. Momentos família parecem que só são bem aproveitados depois que saimos de casa.

Essa cena se repetiu em vários momentos da minha vida. Na infância eu não entendia, na adolescência eu torcia o nariz, no final da adolescência começaram a cair as fichas e há alguns anos eu tento roubar todos esses vinis do Fagner.

Talvez eu esteja andando em má companhia, mas não conheço mais ninguém que goste além de mim, dos meus coroas, da Diana e do Sergio. Aliás, saber que ele gostava foi um ponto crucial no começo da nossa amizade. Fagner e Bethânia, que estamos aqui para viver a vida em voz alta, como diria o Zola.

Em agradecimento aos coroas, fui atrás de uns vídeos do Fagner novinho pra mostrar pra eles. Achei de cara um clipe de Canteiros, disponibilizado por um santo que atende por SR. GASMO: